Águas de Lindóia - Águas de Lindóia - São Paulo - Brasil
Talvez a perplexidade que nos tomou há algum tempo com a pandemia encontre uma similaridade em sua amplitude nos reiterados episódios de violência política vividos em simultâneo no país. A transfiguração dessas experiências atingiu a escola de diversos modos cujos efeitos ainda precisamos compreender melhor. Aos que buscam formas de compreender e ultrapassar tais efeitos propõe-se a questão: o que pode a formação de professores? A ambição da pergunta é vasta e historicamente já tentamos respondê-la de maneiras mais e menos potentes. Refazer a pergunta no quadro histórico atual exige que se mantenha a atenção aos problemas agravados pelas novas condições de vida, desigualdades sociais e econômicas, preconceitos e incertezas, violências materiais e simbólicas em suas diversas manifestações, além de acirradas defesas da superioridade dos meios tecnológicos como recursos infalíveis para a educação.
Ao nos propormos estimular a partilha de estudos e reflexões acerca dos tempos e narrativas para uma educação democrática, temos em vista a consideração de diversas modalidades de experiência temporal, tanto na vida social como na vida escolar, que vem se impondo entre nós e os fatos delas decorrentes. Sabemos, por exemplo, que a aceleração do tempo, associada aos intensos contatos tecnologicamente mediados, está desencadeando alterações na própria percepção das realidades e nas formas de agir e de se relacionar em muitas das dimensões da vida, tanto no trabalho e na produção quanto nos aprendizados, no ensino, nos valores e nas relações, dentre mais. Pensemos, então, nas maneiras de compreender e produzir conhecimentos sobre tais novos modos de viver a formação e perguntemo-nos - se e como podemos fazer isto? As diversas ciências da educação tentam contribuir nesse sentido e estão atentas aos desafios e possibilidades disponíveis. Ao mesmo tempo, perguntemo-nos acerca da contribuição da escola para favorecer narrativas atentas à justiça e ao combate às desigualdades e discriminações dentro e fora de seus muros. Pensemos no caráter potencialmente agregador das narrativas que nos educam e nas transformações que também podem advir de novos entendimentos e relatos para a vida em sociedade. Retomando palavras de P. Meirieu (2020) “o que a escola ainda pode fazer pela democracia?” As proposições e resultados dos nossos últimos encontros nos Congressos concentraram-se nos processos de “criar, inovar e preservar” no domínio educativo. E mais recentemente, no evento de 2022, a preocupação com o “cuidado do mundo” como hipótese orientadora estimulou reflexões decorrentes das condições históricas vividas e como expressão das pesquisas desenvolvidas na área.
Perante este conjunto de constatações, inquietações e expectativas temos necessariamente que enfrentar a indagação do tema do evento, mais uma vez: o que pode a formação de professores? Assim, como quando se questiona os limites da ação política dos professores, impõe-se aqui lidar com os limites e o alcance da formação e também com as necessárias esperanças. Não podemos perder de vista o perigo que nos ronda, o de confiar que as decisões acerca de mudanças curriculares darão conta de tudo, ainda que questionar limites disciplinares, temporais e narrativos possa auxiliar para que se preservem projetos e proposições críticos. Igualmente, não se perca de vista o risco de transformarmos os problemas sócio econômicos em problemas pedagógicos sem levar em conta o imenso poder da vida escolar e dos discursos educacionais para transfigurar tais desigualdades e gerar categorias de apreciação, e ainda, por vezes, de estigmatização ao atribuir características aos alunos. Lidemos, assim, com o muito que há por enfrentar para novas e férteis compreensões e capacidades de intervenção relativas aos potenciais e aos limites da formação.
Divulgação do resultado da avaliação dos trabalhos, por eixo temático: até 01/11/2023
1. As Comunicações de Pesquisa e os Relatos de Experiência deverão ser apresentados de
forma oral, nas sessões coordenadas, divididas por eixo temático;
2.Cada sessão de apresentação de trabalhos contará com um
coordenador;
3.A sequência de apresentação deverá ser seguida, de acordo com a relação de trabalhos a ser divulgada no site do Congresso;
4.A duração total da sessão temática será de até 2h, com
apresentação de até 8 trabalhos;
5.Nas sessões com 8 trabalhos, cada apresentação deverá ser de, no máximo, 10 minutos, de maneira objetiva e concisa, seguida de, no máximo, 5 minutos para perguntas;
6. Nas sessões com 9 trabalhos, cada apresentação deverá ser de, no máximo, 10 minutos, de maneira objetiva e concisa, seguida de, no máximo, 3 minutos para perguntas;
7.O horário da apresentação do trabalho deverá ser rigorosamente cumprido, não haverá tempo
adicional;
8.Fica a critério e sob a responsabilidade do expositor utilizar arquivo eletrônico para subsidiar a sua apresentação (ppt ou pdf);
9.IMPORTANTE: teste a sua apresentação com antecedência para evitar problemas técnicos.
10.Observe a duração da sua apresentação, que deverá ser de, no máximo, de 10 minutos;
11.Reforçamos aos coordenadores das sessões a importância de cumprir rigorosamente o tempo para apresentação e perguntas de cada trabalho, a fim de não atrasar a duração total da sessão;
12.O trabalho deverá ser apresentado por apenas um dos autores, devidamente inscrito no Congresso, que deverá ser identificado previamente junto à coordenação da sessão;
13.Recomendamos fortemente a participação até o final das apresentações para elucidar questões específicas do seu trabalho, bem como contribuir com as discussões sobre a temática da sessão;
14.Acompanhe as informações no site do Congresso e no e-mail cadastrado na Plataforma Even3, verificando, inclusive, a caixa de spam.
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Eixos Temáticos
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Prof. Dr. Amadeu Moura Bego - Unesp
Prof. Dr. Arnaldo Pinto Junior - Unicamp
Profa.Dra. Bernardete Angelina Gatti - Fundação Carlos Chagas
Profa. Dra.Denice Bárbara Catani - Faculdade de Educação - USP
Prof. Dr. Eugênio Maria de França Ramos - Unesp
Prof. Dr. Leonardo Lemos de Souza - Unesp
Profa. Dra. Mônica Cristina Garbin - Univesp
Profa. Dra. Raquel Lazzari Leite Barbosa - Unesp
Profa. Dra. Sueli Guadelupe de Lima Mendonça - Unesp
Profa. Dra. Vera Lúcia Messias Fialho - Unesp
Profa. Dra. Celia Maria Giacheti - Pró-reitora de Graduação - Presidente
Prof. Dr. Amadeu Moura Bego - Pró-reitoria de Graduação - Unesp
Prof. Dr. Júlio Cesar Torres - CDeP3 - Unesp
Prof. Dr. Sergio Pereira - Faculdade de Ciências - Unesp
Maria Lúcia de Camargo - Pró-reitoria de Graduação - Unesp
Marina Dorea Pereira - Pró-reitoria de Graduação - Unesp
Nadia Beyeler - Pró-reitoria de Graduação - Unesp
Valéria Nahashima Artea - Pró-reitoria de Graduação - Unesp
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